quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Chérie

Ela foi a primeira.
Uma coisinha miúda, curiosa, assustada e ronronenta que fui buscar lá na clínica da Dra. Angélica.
Ela estava numa gaiolinha com mais um casalzinho de irmãos, sendo que ele era ceguinho de um olho. Mais tarde fiquei sabendo que ele ganhou uma família maravilhosa e, se não me engano, foi morar no exterior.

Era (e ainda é) um docinho de gatinha. Muito carente, mas muito, muito, muito dengosa. E ciumenta também, como todo bom siamês. Era uma coisa pitica, como bem mostra a foto.


Mas essa coisa pitica cresceu. Cresceu e engordou. Ou melhor, mais engordou que cresceu. E ganhou irmãos. E soube o que era ter que dividir a minha atenção, e não gostou nem um pouco. E soube o que era o ciúme.

Porém, teve que aprender a viver em família. Mas no fundo ela sabe que tem um lugarzinho de destaque no meu coração. E continua carinhosa, carente, ronronenta e abusada. E não, ela não gosta do Michel. Mas o suporta bem, quando está de bom humor.

É meio louca, adora dormir dentro de uma bacia e acredita com todas as forças que eu não a vejo quando se esconde atrás da cortina (embora, às vezes, eu não tenha visto de verdade). Faz isso principalmente quando tenho que sair e, às pressas, tento conferir se todos estão vivos e bem.


"Mãe, estou escondida, viu?"

Um comentário:

Gatum disse...

Que lindos!!!!!
Parece que o primeiro é sempre carente né?
O mais engraçado é que é muito difícil quem tem gato ter um só... parece um vício, a gente precisa de mais e mais carinho felino!
Parabéns pelos "bebês"!