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terça-feira, 4 de março de 2008

Blue

O último.

Ele estava pra adoção no site com o nome de Zulu. As meninas disseram que era porque ele era lindo como o Paulo Zulu. Tá, tudo bem que aquela coisinha fofa era - e é - lindo, mas Zulu lembrava marca de álcool e ele foi rebatizado de Blue, por ser um blue point.


Essa coisinha meiga e ronronenta, de miado baixinho, mal chegou e pegou uma rinotraqueíte brava, e quase foi para o céu dos gatinhos. Eu, com o coração apertado de ver aquele filhote espirrando e amuadinho, me desdobrei em quatro pra trabalhar, cuidar dos outros gatinhos e administrar antibiótico, vitaminas e inalação 3x ao dia. Quando achei que ele estava melhorando, teve uma recaída. E os antibióticos não estavam mais funcionando. A veterinária que o atendeu na época não conseguia descobrir a causa da recaída e pediu um exame de sangue. E precisaram 4 pessoas pra segurar aquele filhote que buscou forças não sei de onde pra protestar contra a retirada de sangue. Hemograma feito, bactéria descoberta, muito remédio, vitamina, inalação, amor e carinho fizeram ele se recuperar, mas deixou seqüelas. Hoje ele é rino crônico, e volta e meia começam as crises de espirro. Trato com vitaminas, e agora descolada, quando vejo que piora já trato logo com antibiótico recomendado pelo vet.

É, mas esse menino é um guerreiro. Se recuperou muito bem, apenas com uma cicatriz causada por uma injeção mal dada (que causou a briga e posterior rompimento de relações entre mim e a tal vet que o atendeu), e o trauma psicológico de colo/abraço - sim, ele vai no colo, mas não pode se sentir preso. Hoje ele é forte, saudável, e um amor de gato. Parece querer demonstrar a gratidão por ter recebido cuidados quando tava precisando.
Não pode me ver sentada que pede colo. E se não ganha, simplesmente toma posse, afofa as minhas roupas, se ajeita e deita com a cabeça recostada no meu braço. E dorme que é uma coisa.
Mas apesar de muito amoroso, ele é mais tranqüilo. Difícil ouvir um miado dele. A menos quando está atormentando o Michel em suas eternas lutas de meninos.



Acho que de todos ele é o que mais sente a minha falta. Me segue pela casa toda, só fica sossegado se está no mesmo cômodo que eu, só dorme enrolado encostado nas minhas costas, é uma verdadeira coisa fofa. E também é dono do par de olhos azuis mais lindos.

E assim foi completada a Felina Família.

sábado, 1 de março de 2008

Michel

O terceiro.

Foi o primeiro macho que eu adotei. Na verdade, o adotei pra colocar ordem na casa... rsrsrs brincadeira! Eu queria um siamês de cada cor (ainda falta um pra completar a coleção - o lilac point), e quando vi esse lindo red point me apaixonei - de novo.

O Michel era uma coisinha minúscula quando fui buscá-lo, cabia na palma da minha mão.E era a coisinha minúscula com o pulmão mais potente que eu já tinha visto... miava sem parar em uma altura ensurecedora!



O Michel é o gato mais miento que eu já vi. Conversa em qualquer lugar, a toda hora e, por incrível que pareça, fica emburrado se a gente não responde. Aí, se estou no quarto, ele vai até a sala e fica miando desesperadamente até eu chamá-lo. E vem miando até o quarto, onde continua o bate papo alegremente.


Aliás, essa não é a única característica desse mocinho. Ele também é adepto do pecado da gula. Sempre que pode, ataca as tigelinhas cheias de ração, e sempre que outro gato vai comer, ele se coloca na frente e não deixa. É tinhoso, o menino! Não é à toa que está quase com seis quilos de pura gostosura!


Mas apesar de tudo ele é puro charme. Vive lambendo e abraçando seus irmãozinhos. Ele tem a predileção de dormir abraçado, principalmente com a Stephanie, e algumas vezes, ficam parecendo aquele símbolo ying-yang.


Ele é, sem dúvida nenhuma, muito charmoso. É especial e sabe disso!



"É, eu sou demais!"

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Stephanie

A segunda.
Quando eu decidi que queria ter gatos, a minha intenção era adotar um siamês igualzinho a ela. Não que eu tenha algum preconceito com relação à cor, mas porque eu acho simplesmente lindos aqueles dois olhões azuis no meio da cara preta.
A Chérie - a primeira - estava se tornando uma aborrecente hiperativa e não me dava mais sossego, principalmente depois de passar o dia todo sozinha dentro de casa. Ela tinha adquirido o péssimo hábito de dormir comigo e me acordar às 4 horas da manhã querendo brincar, e não adiantava colocar ela pra fora do quarto... ela simplesmente pulava na maçaneta, abria a porta e entrava. E, se eu trancasse a porta, ela pulava e pulava, e eu não dormia com o barulho do corpo dela batendo na porta.
Era imperativo que eu arrumasse um outro gtinho que fizesse companhia pra ela, mesmo porque me cortava o coração deixá-la sozinha o dia todo. Então, olhando no site Adote um Gatinho, vi que a Stephanie tava pra adoção, e que era urgente porque ela brigava com outros gatinhos.

Liguei pra Susan e pedi informações. Ela me contou que a Steph tinha sido encontrada na garagem de um prédio, que ela tinha dado à luz mas que os filhotes dela tinham sumido. Que dó! E pior, ela não estava se dando bem com os gatinhos do abrigo, e tinha que ficar presa o dia todo... foi o suficiente. Disse que estava interessada, e como ela me conhecia, a adoção foi aprovada. E fui buscar a ferinha.

Como não se apaixonar por esses olhos azuis? Foi paixão à primeira vista, ainda que de longe. A peguei na clínica da Dra. Angélica, e mesmo sem nunca ter me viso, aceitou meus carinhos numa boa. Até o momento que foi colocada na caixinha de transporte. Foi um escândalo! Ela quase rasgou o estofamento do carro, e gritava tanto que parecia que estava matando! Nunca vi uma coisa dessas! rs

Mas ao chegar em casa, foi só soltá-la que ela se transformou. A Chérie, curiosa como todo bom filhote, já foi logo conhecer a nova amiguinha, que não se entusiasmou muito... mas depois de muita insistência da Chérie, muito "fuuu" e muito "rrrrr", as duas se entenderam.

Hoje ela é um amor de gatinha. Se dá super bem com os outros três, principalmente com o Michel, com quem vive dormindo abraçada.


É a mãezona de todos na casa. Dá banho em todo mundo, é delicadinha, pede colo, uma fofa. Uma verdadeira lady. Adora dormir grudada comigo, embaixo da coberta. E adora tomar um solzinho na janela!

É, a família começou a crescer!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Chérie

Ela foi a primeira.
Uma coisinha miúda, curiosa, assustada e ronronenta que fui buscar lá na clínica da Dra. Angélica.
Ela estava numa gaiolinha com mais um casalzinho de irmãos, sendo que ele era ceguinho de um olho. Mais tarde fiquei sabendo que ele ganhou uma família maravilhosa e, se não me engano, foi morar no exterior.

Era (e ainda é) um docinho de gatinha. Muito carente, mas muito, muito, muito dengosa. E ciumenta também, como todo bom siamês. Era uma coisa pitica, como bem mostra a foto.


Mas essa coisa pitica cresceu. Cresceu e engordou. Ou melhor, mais engordou que cresceu. E ganhou irmãos. E soube o que era ter que dividir a minha atenção, e não gostou nem um pouco. E soube o que era o ciúme.

Porém, teve que aprender a viver em família. Mas no fundo ela sabe que tem um lugarzinho de destaque no meu coração. E continua carinhosa, carente, ronronenta e abusada. E não, ela não gosta do Michel. Mas o suporta bem, quando está de bom humor.

É meio louca, adora dormir dentro de uma bacia e acredita com todas as forças que eu não a vejo quando se esconde atrás da cortina (embora, às vezes, eu não tenha visto de verdade). Faz isso principalmente quando tenho que sair e, às pressas, tento conferir se todos estão vivos e bem.


"Mãe, estou escondida, viu?"